
O SONHO COMO OPERADOR DE TRANSFORMAÇÃO NA TEORIA FREUDIANA
O presente ensaio investiga o estatuto do sonho na obra de Sigmund Freud, propondo sua elevação de objeto de estudo a operador de deslocamento teórico e paradigma clínico.

O presente ensaio investiga o estatuto do sonho na obra de Sigmund Freud, propondo sua elevação de objeto de estudo a operador de deslocamento teórico e paradigma clínico.

O presente parece imediato. Mas, quando conseguimos dizer algo sobre ele, alguma distância já se introduziu entre aquilo que vivemos e aquilo que podemos dizer.

Há um olhar que não devolve nada. Incide, fixa, interrompe. Diante dele, algo da posição de quem é visto pode vacilar.

A autoaversão, na perspectiva psicanalítica, não é apenas um sentimento negativo, mas uma posição subjetiva estruturada na relação com o Outro. Ela funciona como uma defesa ambígua: ao mesmo tempo em que protege o sujeito da angústia gerada pelo desejo, também o aprisiona em uma dinâmica de autocrítica, inadequação e bloqueio.

A busca pelo ideal pode sustentar uma exigência que nenhuma conquista encerra. Uma reflexão psicanalítica sobre ideal, reconhecimento e sofrimento.
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