
Uma vida também produz jurisprudência
Há um ponto em que nenhuma biografia consegue fornecer garantia suficiente.

Há um ponto em que nenhuma biografia consegue fornecer garantia suficiente.

Entre aquilo que nos acontece e a realidade que reconhecemos, há uma história que oferece coordenadas. O que acontece quando aquilo que sabemos sobre nós já não pode responder por nós?

A autoaversão, na perspectiva psicanalítica, não é apenas um sentimento negativo, mas uma posição subjetiva estruturada na relação com o Outro. Ela funciona como uma defesa ambígua: ao mesmo tempo em que protege o sujeito da angústia gerada pelo desejo, também o aprisiona em uma dinâmica de autocrítica, inadequação e bloqueio.

O presente ensaio investiga o estatuto do sonho na obra de Sigmund Freud, propondo sua elevação de objeto de estudo a operador de deslocamento teórico e paradigma clínico.

O presente parece imediato. Mas, quando conseguimos dizer algo sobre ele, alguma distância já se introduziu entre aquilo que vivemos e aquilo que podemos dizer.

Há um olhar que não devolve nada. Incide, fixa, interrompe. Diante dele, algo da posição de quem é visto pode vacilar.
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